terça-feira, 22 de abril de 2008

O Pardal e o Elefante

Era uma vez, uma floresta bem grande e repleta de árvores e lagos. Nela, habitavam os mais diversos tipos de animais. Cada um com suas diferenças, faziam o possível para viver em harmonia. Dentre eles, existia um pequeno pardal. Olhinhos pretos, penas castanhas e um corpo pequeno e frágil. Era conhecido por sua gentileza com relação aos demais bichos. Estava sempre disposto a ajudar e colaborar para o bem estar de todos.
Ajudava seus irmãos na limpeza do ninho, cuidava dos filhotes da dona tartaruga, ajudava a coruja na vigia noturna, freqüentava as reuniões da floresta, respeitava o seu líder, Leão, etc. Tudo isso, sem ganhar nada em troca. As vezes, nem um "obrigado". Ele dizia: "_Não espero nada em troca". Fazia porque tinha um bom coração.
Aquela pequena ave coçava as costas do elefante com suas patinhas, e conversava com ele por toda a tarde. Mas, observando tudo isso, o pesado e acomodado elefante resolveu dar um conselho para seu companheiro. O gigante animal ficava sentado, o dia todo, comendo deliciosas frutas debaixo de uma árvore, olhando que os outros faziam de suas vidas e esperando a vida passar. Chamou o pardalzinho de canto e lhe falou: "_Porque se esforça tanto? Você pensa que pode mudar essa floresta? Ainda existem predadores por aí, a lei do mais forte é que manda na floresta!" Porém, o passarinho não desanimava. E o pesado elefante continuava: "Você tem que ser mais frio, não deixar que abusem de você. Faça como eu! Não se preocupe com os outros, apenas consigo mesmo. Não seja trôxa!" O pardalzinho refletiu, por um breve momento. No entanto, continuou sua vida do jeito que estava acostumado, lembrando-se das palavras do elefante todos os dias.
Um dia, o pardal resolveu partir numa jornada e unir-se aos outros, como ele, que acreditavam que podiam mudar alguma coisa. Dias e noites se passaram, e todos que lembravam daquele prestativo bichinho, lamentavam sua partida. O preguiçoso elefante continuava sentado, vendo a vida seguir diante dos seus olhos, comendo deliciosas frutas e pensando: "Como era bom o tempo em que aquele pardalzinho conversava comigo e ajudava todos na floresta."

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